Ambientes digitais aos quais as pessoas dedicam boa parte de seu tempo diário, as redes sociais já se tornaram, há tempos, importantes ferramentas na composição de estratégias de comunicação de anunciantes de diferentes portes.

Diferentemente dos meios tradicionais, as redes sociais são plataformas de mídia mais dinâmicas, cuja importância pode crescer ou diminuir de forma rápida e de acordo com a evolução dos hábitos de consumo dos usuários. Somando isso às inovações que as plataformas vão disponibilizando – recursos de vídeo, ferramentas de grupos, reformulação de timelines, selecionar as redes sociais mais adequadas ao público-alvo de cada marca é um desafio que exige cada dia mais precisão, análise de dados e entendimento dos anseios de quem está do outro lado das telas dos computadores e smartphones.

Confira abaixo o que dizem os profissionais da área a respeito das redes sociais e das ferramentas que poderão ser exploradas de forma eficaz para as marcas em 2019:

YouTube e Facebook:
Não teremos muito em breve uma grande plataforma que substitua as anteriores (como foi o Facebook em relação ao Orkut, por exemplo). O olhar está cada vez mais no conteúdo e em como impactar as pessoas certas do que escolher e apostas em construir audiência em um canal. Uma marca pode fazer uma campanha inteira no Instagram Stories sem ter um perfil e postar conteúdo perene lá. Continuaremos olhando com atenção para os gigantes Facebook e YouTube (é a segunda ferramenta de busca mais usada no Brasil).

Stories, live vídeos e bots:
Do ponto de vista dos consumidores, três movimentos se consolidara em 2018. O primeiro é a hegemonia dos Stories: Instagram e WhatsApp, inspirados no Snapchat. O segundo são as transmissões ao vivo, principalmente via Facebook. E o terceiro são os bots e a mensageria, embora ainda estejam longe de conseguirem oferecer a usabilidade e inteligência que prometem. 2019 será um ano de consolidação dos Stories e da evolução da mensageria. Sem dúvida, Instagram e WhatsApp são as principais plataformas de destaque para esses fenômenos e precisarão estar presentes nas estratégias das marcas.

Personalização e uso de influenciadores:
O comportamento do usuário está mudando. O ano passado foi crucial para balançar a confiança nas plataformas sociais, com escândalos de vazamento de dados e a disseminação descontrolada de fake news. Junto a isso, temos usuários cada vez mais pensando em melhorar a sua própria experiência diária. A personalização, a interação e o real time cada vez mais ganham força e significado para gerar algum tipo de conversão. Com o boom dos Stories (iniciando com o Snapchat e depois Instagram, Facebook, WhatsApp e agora até com o LinkedIn testando), o consumo desse formato entrou na rotina dos usuários e as marcas ainda possuem abertura e chances de se mostrarem, sem tornar tudo propaganda. As marcas que entenderem os conteúdos criativos que melhor se conectam ao público vão atingir ótimos resultados.

Mais do que redes: é hora de vídeo e Stories:
O WhatsApp já se consolidou como uma fonte massiva de informação e entretenimento. Por não ser oficialmente aberto para os grandes anunciantes até então, é possível que muitas marcas não tenham se dado conta de que é lá que a maior parte das audiências constrói e exprime opinião. Para 2019 vejo dois formatos muito populares – vídeo e stories – que devem disputar atenção nos principais canais. Exemplos disso são os lançamentos do Facebook Watch para o Brasil (rivalizando com o YouTube) e o YouTube Reel, que entra na briga com o Instagram Stories. As plataformas estão evoluindo e se modificando constantemente, o que não deve ser confundido com perderam performance ou importância.

Menores públicos e novos canais:
Para esse ano, a estratégia para conseguir retomar a credibilidade das redes será utilizando as comunicações com grupos menores que oportunizam mais transparência e, com isso, será possível compartilhar insights e tendências. Outra forma é utilizar canais que são menos explorados hoje, como o Pinterest. O Facebook e Instagram continuarão sendo as principais mídias nas estratégias das empresas, pois elas são as maiores, que têm mais público e as mais relevantes. O YouTube também terá um papel importante nesse ano e, além disso, o LinkedIn vem se fortalecendo bastante nos últimos anos. O Twitter também terá um crescimento nos produtos.

Família Facebook:
Estudos sobre engajamento nas principais redes sociais mostrou que os profissionais de marketing que buscam gerar valor para seus negócios por meio do marketing digital podem encontrar mais oportunidade em termos de escala e interação do público no Facebook e em sua família de aplicativos. Dentre essas opções, sem dúvida o Instagram sai em disparada quando o assunto é engajamento por usuário. Embora o Instagram tenha um público total menor em comparação ao Facebook, os usuários da rede de compartilhamento de fotos e vídeos são muito mais ativo. Por isso, o Instagram se torna uma plataforma cada vez mais poderosa para capturar o engajamento de qualidade dentro de comunidades pequenas, o que pode ser valioso para as marcas.

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