Sair de casa sem o smartphone é provavelmente um contratempo maior do que ir para compromissos sem a carteira ou os documentos. A vida digital deixou de ser aquela que acontece atrás de uma tela e passou a fornecer experiências no mundo físico. Estar conectado se tornou um pré-requisito que nos auxilia em diversas atividades do dia a dia.

De olho nisso, uma empresa de consultoria especializada no comportamento brasileiro fez uma pesquisa para entender como as novas ferramentas podem alterar as formas de relacionamento e o processo de manutenção de imagem das marcas.

A pesquisa aponta que, na contramão do aumento de inovações tecnológicas, o número de pessoas que encontram facilidades em criar pontos de contato com outros indivíduos diminuiu. Por conta das possibilidades geradas pelo ambiente digital, novas regras de etiqueta não verbalizadas surgem diariamente.

E o que isso quer dizer? Quer dizer que o ser humano sente necessidade de se sentir alguém importante, e que o único caminho para não se decepcionar consigo mesmo é despertando o interesse de alguém.
Segundo o profissional, a autoestima da classe A é superior a da C, “porque, sem potencialidades financeiras, as pessoas não conseguem se enquadrar no padrão de vida apresentado na internet”. Em tempos de excesso de conteúdo e cobranças, as relações Beta carecem de feedbacks constantes. “As marcas, por exemplo, trabalham suas estratégias em busca de likes nas redes sociais. Cada vez mais, estão em busca de manter a audiência viva e de serem desejáveis”.

Selfies (59%); fotos de viagem (37%) e hobbies (35%) são alguns recursos usados para expor personalidades. De acordo com a pesquisa as imagens ganharam força nas relações Beta, pois o indivíduo relaciona-se primeiro com as fotos, criando uma carta de apresentação virtual que sinaliza se as pessoas podem avançar no conhecimento do próximo em outros espaços.

Os relacionamentos Beta deram origem aos contratos invisíveis, e isso toma o tempo, a energia, as alegrias e as tristezas dos seres humanos, porque são relacionações não nomeadas, sem fim e início estabelecidos. Os contratos, originados por meio da internet, surgem por conta da vontade de experimentar muitas coisas ao mesmo tempo.
Para as pessoas, o que importa é entrar em contrato com diversas marcas, ou seja, não existe mais fidelidade. Para ele, quando uma pessoa acessa o perfil de um outro anunciante, não significa que ele abandonou sua marca, mas que estabeleceu relação com variadas empresas ao mesmo tempo.

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