Os últimos meses não foram tão positivos para a reputação de aplicativos de mensagens como o WhatsApp.
A onda de fake news e o protagonismo do serviço nas eleições ofuscaram, de certa forma, o potencial da mensageira para os negócios.
Um levantamento feito com 1984 brasileiros com acesso à internet, ao longo de 2018, mostrou que 53% dos internautas que possuem uma conta no WhatsApp utilizariam a ferramenta para pagamentos e transferências.

De acordo com a pesquisa, esse número equivale a 50 milhões de pessoas se os dados da pesquisa forem cruzados com os do IBGE e do estudo TIC Domicílios. Ainda entre os respondentes, 44% gostariam que o serviço de pagamento via WhatsApp fosse feito a partir de uma conta bancária virtual criada dentro do próprio app de mensageria e 37% optariam por associar ao WhatsApp sua conta bancária atual. Já 19% achariam melhor associar seu cartão de crédito ao aplicativo.

Em agosto de 2018, o WhatsApp anunciou a sua abertura oficial como canal de comunicação entre grandes marcas e seus consumidores. A proporção de usuários ativos mensais que conversam com marcas dentro do app passou de 55% para 63% em seis meses. No Facebook Messenger, de 51% para 57%. E no Telegram, de 48% para 55%.

O serviço pretendido se assemelha ao dos aplicativos de compartilhamento financeiro, como o PicPay e Social Bank. Eles permitem pagamentos entre pessoas, como bancos, e possuem carteiras digitais próprias onde o usuário pode transferir dinheiro ou pagar usando o cartão de crédito.

O comércio via mensageira transforma o vendedor em um agente de marketing, e traz para o consumidor a conveniência da venda não presencial e o benefício de ter a assessoria de um vendedor no processo de compra. A comunicação entre dois indivíduos cria uma relação de confiança.

A mensageria deve ajudar o Facebook em um ano de perspectivas negativas em termos de receita em seu negócio principal baseado em anúncios. Os analistas preveem que oportunidades de crescimento semelhantes podem ser encontradas no WhatsApp e no Facebook Messenger, apontando especificamente para as possibilidades de mensagens pagas e publicidade em ambas as plataformas.

Referência: https://www.meioemensagem.com.br/

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